Introdução ao
Vinho do Porto
Região: O Vinho do Porto é um vinho fortificado de origem controlada, produzido exclusivamente no Vale do Douro, a maior região de montanha vitícola do mundo. A sua demarcação remonta a 1756, aquando da fundação da Real Companhia Velha enquanto organismo regulador da denominação.
Castas: Existem cerca de 116 castas autorizadas para a produção de Porto, 90 das quais consideradas indígenas do Douro. A região destaca-se mundialmente pela enorme diversidade de uvas autóctones, naturalmente adaptadas ao terroir há milhares de anos. As mais comuns incluem Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca, Tinta Amarela, Tinto Cão, Sousão, entre outras
Vinificação: Por lei, todos os Vinhos do Porto
são vinhos fortificados. O mosto começa a fermentar espontaneamente após várias horas de
remontagens ou pisa a pé tradicional. Quando
cerca de metade dos açúcares naturais foram
convertidos em álcool, o enólogo sinaliza o
momento de fortificação. O mosto em fermentação é transferido para outra cuba em aço
inoxidável, onde se adiciona aguardente vínica a
77% vol. Esta adição interrompe a fermentação,
preservando os açúcares naturais restantes.
Isto garante que o produto final atinge um mínimo de 18% vol. para Vinhos do Porto standard,
um mínimo de 19% vol. para categorias especiais e um máximo legal de 21% vol. As cubas
de fermentação podem variar entre cubas de
inox e lagares tradicionais de granito.
Envelhecimento: Para o envelhecimento do Vinho do Porto, utiliza-se uma vasta gama de tonéis e cascos de madeira. Idealmente, a madeira deve ser antiga, uma vez que os Vinhos do Porto passam longos períodos em estágio e não há interesse em extrair características de madeira nova. Embora muitas vezes referidos genericamente como “carvalho”, historicamente estas vasilhas eram feitas de carvalho, nogueira, mogno, entre outras madeiras.
Os diferentes tamanhos e formas das vasilhas permitem diferentes estilos de envelhecimento: pipas (550–700 L), balseiros (grandes vasilhas verticais), tonéis.
Regulamentação: O Vinho do Porto é um dos vinhos mais regulamentados do
mundo. O organismo responsável é o IVDP — Instituto dos Vinhos do Douro e
Porto. O IVDP define padrões de qualidade e analisa e aprova todos os lotes
comercializados.
Todos os anos, o IVDP prova e avalia vários milhares de amostras
para garantir que todos os Vinhos do Porto cumprem com os requisitos.
Principais Fatores
Castas
Castas como Touriga Franca e Touriga Nacional produzem Vinhos do Porto estruturados, encorpados, aromáticos, com cor profunda e taninos firmes. Castas como a Tinta Barroca originam Vinhos do Porto mais redondos, mais leves e com menor acidez. Sousão produz vinhos de cor muito intensa e alta acidez. Tinto Cão contribui com grande intensidade aromática e acidez elevada. A Tinta Amarela acrescenta notas especiadas e estrutura.
Momento da fortificação
Uma fortificação mais precoce resultará num estilo de vinho do Porto mais doce, enquanto uma fortificação mais tardia resultará num vinho do Porto mais seco.
Cuba de fermentação e método de extração
Os Vinhos do Porto Ruby de excelência, como LBV e Vintage, são geralmente vinificados em lagares tradicionais, exigindo maior extração. Outros Portos menos premium podem ser vinificados em autovinificadoras (cubas automatizadas).
Tipos de Vinho do Porto
Existem três grandes categorias, com numerosas sub-categorias:
Observação: Os Portos Brancos também incluem várias sub-categorias, como Fine White, Extra Dry, Whites envelhecidos e Colheitas.
Envelhecimento & Loteamento
O loteamento do Porto consiste em interpretar inúmeras variáveis
(terroir, castas, perfis de envelhecimento) e centenas de possíveis
combinações, para criar a melhor expressão do estilo da casa em
cada categoria de Vinho do Porto
A beleza do Vinho do Porto reside precisamente nesta diversidade: a vasta gama de componentes disponíveis permite que
cada casa crie uma identidade verdadeiramente única.
A diversidade do Vinho do Porto também resulta da vasta gama
de vasilhas de madeira utilizados no envelhecimento.
Devido ao seu teor alcoólico e capacidade de extração, não se
utiliza madeira nova no Vinho do Porto. Em vez disso, a madeira
velha é essencial para manter o equilíbrio e a elegância.
As caves históricas da Royal Oporto em Vila Nova de Gaia albergam uma grande diversidade de vasilhas de madeira provenientes de diversas geografias. Muitas destas vasilhas têm mais de
um século, algumas remontando ao final do século XIX, sendo
que a maioria é anterior a 1960.
› Madeiras mais leves e menos densas permitem uma maior micro-oxigenação, acelerando o envelhecimento
e desenvolvendo aromas terciários.
› Madeiras densas oferecem menor oxigenação, preservando os aromas primários, sendo ideais para Vinhos do Porto Ruby.
› Madeiras mais leves e menos densas permitem uma maior micro-oxigenação, acelerando o envelhecimento
e desenvolvendo aromas terciários.
› Madeiras densas oferecem menor oxigenação, preservando os aromas primários, sendo ideais para Vinhos do Porto Ruby.
› Madeiras mais leves e menos densas permitem uma maior micro-oxigenação, acelerando o envelhecimento
e desenvolvendo aromas terciários.
› Madeiras densas oferecem menor oxigenação, preservando os aromas primários, sendo ideais para Vinhos do Porto Ruby.
› Madeiras mais leves e menos densas permitem uma maior micro-oxigenação, acelerando o envelhecimento
e desenvolvendo aromas terciários.
› Madeiras densas oferecem menor oxigenação, preservando os aromas primários, sendo ideais para Vinhos do Porto Ruby.
› Madeiras mais leves e menos densas permitem uma maior micro-oxigenação, acelerando o envelhecimento
e desenvolvendo aromas terciários.
› Madeiras densas oferecem menor oxigenação, preservando os aromas primários, sendo ideais para Vinhos do Porto Ruby.
› Madeiras mais leves e menos densas permitem uma maior micro-oxigenação, acelerando o envelhecimento
e desenvolvendo aromas terciários.
› Madeiras densas oferecem menor oxigenação, preservando os aromas primários, sendo ideais para Vinhos do Porto Ruby.
› Madeiras mais leves e menos densas permitem uma maior micro-oxigenação, acelerando o envelhecimento
e desenvolvendo aromas terciários.
› Madeiras densas oferecem menor oxigenação, preservando os aromas primários, sendo ideais para Vinhos do Porto Ruby.
› Madeiras mais leves e menos densas permitem uma maior micro-oxigenação, acelerando o envelhecimento
e desenvolvendo aromas terciários.
› Madeiras densas oferecem menor oxigenação, preservando os aromas primários, sendo ideais para Vinhos do Porto Ruby.
› Madeiras mais leves e menos densas permitem uma maior micro-oxigenação, acelerando o envelhecimento
e desenvolvendo aromas terciários.
› Madeiras densas oferecem menor oxigenação, preservando os aromas primários, sendo ideais para Vinhos do Porto Ruby.
› Madeiras mais leves e menos densas permitem uma maior micro-oxigenação, acelerando o envelhecimento
e desenvolvendo aromas terciários.
› Madeiras densas oferecem menor oxigenação, preservando os aromas primários, sendo ideais para Vinhos do Porto Ruby.
“O tipo de madeira e o local onde o vinho envelhece têm um impacto significativo no resultado final. O clima atlântico e húmido de Vila Nova de Gaia oferece condições ideais para preservar vinhos durante muitas décadas.”
Master Blender Pedro Silva Reis
Cascos
Capacidade - 550 › 700 L
Impacto no Vinho -
Grande micro-oxigenação >
Envelhecimento mais rápido > perda de fruta primária > Desenvolvimento de notas tawny
Os cascos são utilizados exclusivamente para os Vinhos do Porto Tawny devido à
sua capacidade de oxigenar os vinhos. Nestas vasilhas, a cor desvanece-se mais
rapidamente e, com o tempo, a fruta primária dá lugar a aromas de fruta cristalizada, frutos secos, especiarias e, após décadas, notas de cedro, verniz e tabaco.
A evaporação é elevada, o que conduz a uma maior concentração de aromas,
sabores e acidez volátil, criando vinhos mais ricos, intensos e com maior acidez,
essencial para o equilíbrio.
Vasilhas Horizontais de Madeira
Capacidade - 3,200 › 16,700 L
Impacto no Vinho -
Menor evaporação e envelhecimento
mais lento do que em pipas, mas
mais rápido do que em balseiros
de grande dimensão; Usados para
Tawnies jovens ou quando se
pretende preservar alguma fruta
Na Royal Oporto, estes toneis são utilizados principalmente para Vinhos do Porto Tawny entre os 6 e os 12 anos de idade que ainda não passaram para cascos. Proporcionam uma etapa útil no envelhecimento dos vinhos, sem que estes percam demasiada fruta ou adquiram aromas e sabores excessivos de casco. Servem também como um importante componente de loteamento, ajudando a equilibrar vinhos que desenvolveram notas de casco demasiado intensas durante o envelhecimento.
Vasilhas Verticais de Madeira
Capacidade - 3,000 › 78,000 L
Impacto no Vinho -
Envelhecimento lento;
usados sobretudo para Vinhos
do Porto Ruby quando é essencial preservar a fruta.
Os balseiros são utilizados para Vinhos do Porto jovens quando existe o interesse em preservar os aromas frutados. Os balseiros de maiores dimensões são também utilizados para realizar loteamentos e permitir que os Vinhos do Porto casem e integrem antes do engarrafamento.
Cascos - (550 › 700 L)
Os cascos são utilizados exclusivamente para os Vinhos do Porto Tawny devido à
sua capacidade de oxigenar os vinhos. Nestas vasilhas, a cor desvanece-se mais
rapidamente e, com o tempo, a fruta primária dá lugar a aromas de fruta cristalizada, frutos secos, especiarias e, após décadas, notas de cedro, verniz e tabaco.
A evaporação é elevada, o que conduz a uma maior concentração de aromas,
sabores e acidez volátil, criando vinhos mais ricos, intensos e com maior acidez,
essencial para o equilíbrio.
Vasilhas Horizontais de Madeira
Vasilhas Verticais de Madeira